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MAC

Solidária com os chefes da equipa de urgência da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), que se demitiram poucos dias depois da demissão dos chefes de equipa da urgência do Hospital de São José – ambas pertencentes ao Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC) –, a Direcção do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS/FNAM) vem reafirmar a sua profunda preocupação com as situações de ruptura, causadas, entre outras, pela falta de condições de trabalho e de pessoal médico, com graves consequências para a qualidade da assistência prestada aos doentes.

Para a Direcção do SMZS/FNAM, a gravidade da situação no SNS atinge contornos de alarme social e exige-se a intervenção governamental ao mais alto nível. O SMZS/FNAM reitera o apelo já feito ao Primeiro-Ministro para que intervenha.

 A Maternidade Alfredo da Costa é um hospital de última linha, que recebe grávidas de risco com situações mais complicadas e exigentes de toda a zona sul do país. A urgência deste hospital tem sido garantida por 8 equipas, que integram 39 médicos, treze com mais de 50 anos, sete com mais de 55 e dois com mais de 65. Os médicos com mais de 50 anos têm o direito a pedir escusa de horário nocturno e os colegas com mais de 55 anos podem, ao abrigo da lei, não prestar trabalho em urgência. Se estes médicos decidirem exercer os seus direitos, fica gravemente posta em causa a qualidade e o funcionamento da urgência da MAC. E fica, assim, claro que, atualmente, a urgência da MAC, como de muitas outras unidades do país, só está assegurada devido à boa vontade dos profissionais da instituição.

Não é por acaso que chegamos a esta situação: a não abertura de concursos e de vagas, por parte do Ministério da Saúde impede a contratação dos médicos necessários. Seriam necessários pelo menos mais 9 médicos.

Se não for garantida a contratação de médicos durante a próxima semana, o serviço de urgência poderá ficar seriamente comprometido a partir do mês de Agosto.

As condições de trabalho também se têm deteriorado, levando à saída de médicos da MAC. Nos últimos meses, a Maternidade perdeu 8 especialistas para os grupos privados e não foram abertas vagas para os 5 últimos médicos recém-especialistas da instituição, que acabaram por sair também para o sector privado.

Estas demissões acontecem no contexto de um ano de tentativas de negociação entre os directores de Serviço de Urgência dos vários hospitais do CHLC e o Conselho de Administração, o qual até agora se tem mostrado incapaz de resolver o problema das contratações.

Tal como a Direcção do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS/FNAM) denunciou, anteontem, no comunicado de solidariedade com os chefes de equipa demissionários do Hospital de São José, e agora se confirma pelas razões que levaram à demissão dos chefes da equipa de urgência da Maternidade Alfredo da Costa, estamos perante mais uma etapa de 15 anos de destruição continuada, também por este Governo, dos hospitais deste grupo que integra os Hospitais Curry Cabral, São José, Capuchos, Santa Marta, D. Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa, e do qual já foram encerrados o Hospital do Desterro e a Maternidade Magalhães Coutinho.

O Sindicato rejeita esta política do Ministério da Saúde de desmotivação dos profissionais, desprezo pelas carreiras, de esvaziamento dos serviços públicos e de encerramento de unidades hospitalares.

À semelhança da nossa posição relativamente aos chefes de equipa do Hospital de São José, apoiaremos os colegas da Maternidade Alfredo da Costa em todas as formas de luta que venham a ser necessárias.