Cartaz digital de tons amarelos e castanhos anunciando uma greve médica. À esquerda, destaca-se o texto "GREVE geral Médicos, 3 de junho" em letras grandes, com um estetoscópio azul entrelaçado nas palavras. À direita, vêem-se as silhuetas em sobreposição de três profissionais de saúde (uma mulher e dois homens) de braços cruzados e com estetoscópios ao pescoço. Na parte inferior, há uma multidão de silhuetas mais pequenas que sugerem uma manifestação. No canto inferior direito, encontra-se o logótipo da FNAM (Federação Nacional dos Médicos).

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) emitiu o aviso prévio para a greve geral de 3 de junho de 2026, abrangendo todos os médicos que exerçam atividade nos sectores público, social e privado, em resposta à proposta de reforma da legislação laboral que o governo pretende fazer aprovar na Assembleia da República sem acordo em sede de concertação social, e que representa um retrocesso laboral sem precedentes.

Em Lisboa, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul junta-se à manifestação, às 14h30, no Rossio – o ponto de encontro dos médicos será em frente à Zara do Rossio (antiga pastelaria Suíça).

Esta reforma conduzirá ao despedimento facilitado, à precarização dos vínculos laborais e à imposição de bancos de horas, com jornadas até 50 horas semanais como norma, bem como à desregulação dos horários. Acrescem ainda ataques a direitos essenciais, nomeadamente na parentalidade e amamentação, na contratação coletiva, na liberdade sindical e no direito à greve. Trata-se de um retrocesso para os médicos e para todos os trabalhadores do país.

Os médicos aderem à Greve Geral em defesa dos seus direitos laborais e do Serviço Nacional de Saúde.

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Ana Roque Dias e André Arraia Gomes

Na sexta-feira, 24 de abril, às 11h00, no Auditório do Hospital Egas Moniz, em Lisboa, realiza-se a reunião com os médicos da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, em mais uma etapa da Caravana da FNAM.

Vamos analisar a situação na ULS e no SNS e falar sobre as vantagens da sindicalização no SMZS. Haverá também um espaço aberto para esclarecimento de dúvidas e partilha de problemas laborais.

Estarão presentes dirigentes sindicais, incluindo André Arraia Gomes, presidente da Direção SMZS e da Comissão Executiva da FNAM e uma advogada do serviço jurídico do SMZS, Ana Roque Dias.

Vamos também eleger um delegado sindical, João Barroso, médico interno de Doenças Infecciosas no Hospital Egas Moniz.

A reunião é aberta a todos, sejam ou não sindicalizados. Os médicos dispõem, durante o horário de trabalho, de um período de até 15 horas/ano, que contam como tempo de serviço efetivo, para participarem no seu local de trabalho em reuniões convocadas pelo sindicato [art. 341.º/1, b), da LGTFP, e do art. 461.º/1, b), do Código do Trabalho].