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O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) teve conhecimento que uma médica foi gravemente ameaçada por familiar de um utente, no passado dia 10 de julho, num Centro de Saúde nos Açores.

A colega, que exerce funções num Centro de Saúde sem apoio de vigilante, sofreu ameaças graves contra a integridade física e inclusive contra a sua vida, incluindo ameaças de perseguição contra si e a sua família. A violência da situação obrigou a médica a refugiar-se dentro do gabinete trancado, a fim de evitar ser agredida.

Para o SMZS, é inadmissível a sucessão de casos de violência e intimidação contra os médicos. O SMZS lembra que há uma semana outra médica foi ameaçada num Centro de Saúde na região de Santarém, onde um médico foi também agredido durante uma consulta em maio de 2018. Em fevereiro, o SMZS deu nota de um médico efetivamente agredido com arma branca no Hospital de Peniche.

Para o SMZS, os crescentes atos de violência contra os profissionais de saúde não são alheios à atitude da Ministra da Saúde, desvalorizando a profissão médica nem à resposta insuficiente que este Governo tem dado ao Serviço Nacional de Saúde. Tais atos comprometem o desempenho da atividade profissional e contribuem para o burnout que afeta hoje muitos médicos. As Administrações das instituições e o Ministério da Saúde não podem continuar a permitir que os seus profissionais trabalhem em condições de risco, sendo da sua responsabilidade criar as condições necessárias para garantir a segurança destes profissionais.

O SMZS manifesta a sua total solidariedade para com a médica e lembra ao Ministério da Saúde a justa reivindicação do estatuto de risco e penosidade acrescidos para a profissão médica.

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